sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Retorno!!

Depois de um longo tempo sem publicações... ((nossa, eu sempre digo o quanto é importante "alimentar" o blog)), estou de volta!!!
O final de 2013 foi muito cansativo, com certeza, não só para mim. Mas me deixou sem muias ideias, tanto de publicações, como de trabalhos extensionistas.

Bem, hoje, algo me motivou... me fez ver que meus aprendizados ainda são úteis... estranho escrever isso, mas as vezes, penso que não estou tão atualizada, mas, é só começar à ouvir os professores que estão em sala de aula para perceber o contrário.

Hoje ministrei uma oficina, na qual intitulei de "As possibilidades das Tecnologias Digitais na Educação" no qual abordei diveros recursos que podemos utilizar em nossa prática como docentes, não só na hora da aula, mas em todo o planejamento que uma aula requer, utilizando ou não recursos digitais...

Trabalhei com o Portal do Professor (http://portaldoprofessor.mec.gov.br), fonte riquissima para pesquisa de planos de aula, links, diversas multimídias, enfim... um portal de pesquisa muito bem elaborado pelo Ministério da Educação. Abordei também os Objetos de Aprendizagem, trazendo o BIOE e o RIVED, que não está sendo atualizado com seus objetos. Propus uma webquest, maas conceituais, blogs, softwares educativos...

O que quero trazer com isso??? Que foi muito bom para mim, como profissional, ouvir os professores e poder compartilhar meus conhecimentos...

Agradeço a Universidade Anhanguera-Uniderp, junto com Athus cursos e concursos a oportunidade de voltar a falar de uma área que gosto tanto!!!

E que esse novo ânimo não se encerre aqui, e que possamos sempre ampliar os aprendizados sobre as tecnologias na educação!!!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Sete dicas para caprichar na elaboração de slides


1. Fundo branco.
A não ser que exista um bom motivo pra escolher outra cor, como fundo preto para imagens de fluorescência (que recomendo!), o branco tem ainda a vantagem de iluminar melhor a sala e evitar um pouco o sono da galera quando as luzes apagam.
2. Fonte sem serifa, no mínimo tamanho 20.
Já reparou quantas pessoas sentam nas primeiras cadeiras do auditório? Pois então, o tamanho da fonte deve ser calculado para que alguém nas cadeiras do fundo consiga ler sem binóculos. Times New Roman é ótima para os artigos e teses, mas nos slides prefira Arial, Tahoma ou mesmo a padrão Calibri. Facilitam muito a leitura!
3. Imagens valem mais do que palavras.
Sempre que puder, substitua texto por imagem. Represente com figuras o organismo de seu estudo, o equipamento que você usou e até as condições do experimento (por exemplo, usando diferentes imagens para distinguir o grupo “controle” do “tratamento”). Cuidando para não exagerar, as imagens geralmente são mais didáticas para a plateia e ainda o ajudam a rapidamente lembrar o que você tem que dizer, sem precisar ler!
4. Faça esquemas interativos. 
Você tem um fluxograma pra apresentar ou precisa descrever qualquer coisa em sequência? Não deixe o quadro final pronto, use a ferramenta de animação e faça com que as imagens acompanhem a sua fala. Por mais habilidoso que você seja com o laser e aponte sem tremer, é difícil evitar que as pessoas se concentrem no resultado final antes de você chegar lá. Muito útil para slides de Metodologia!
5. Slide atulhado é slide ignorado. 
Depois que você gastou horas para encaixar 10 gráficos e caixas de texto no mesmo slide, em menos de um minuto sua plateia se desligou. Por isso, é sempre melhor separar em mais slides, ou no mínimo fazer com que apareça um de cada vez – não se preocupe que isso não vai aumentar demais o tempo da sua apresentação.
6. Troque o box de legenda por descrições diretas na figura
Principalmente quando as figuras vêm de artigos, a distinção entre colunas é feita por cores, as imagens vêm marcadas com A, B, C e as descrições sempre estão em legendas. Mesmo que dê mais trabalho, vale a pena criar no slide pequenas caixas de texto no canto da figura ou em cima das colunas do gráfico descrevendo o que eles representam: uma ou duas palavras, ou ainda uma sigla já mencionada antes. Assim não é preciso buscar no box da legenda o que cada cor significa enquanto você explica a figura.
7. Use, mas não abuse da animação.
Animações são muito úteis e dão um tom especial aos slides, mas não custa lembrar que em excesso elas podem sem querer ofuscar o conteúdo, ou ainda te deixar confuso com a quantidade de “cliques” por slide. Na dúvida, fique com as ferramentas básicas “aparecer” e “desaparecer” do Power Point com no máximo três cliques por slide – não tem erro!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Escolas Steve Jobs

Este texto realmente nos faz pensarmos para onde caminha a educação e as formas de ensinar e aprender!
Vale a pena ler! Obrigada meu amigo Gerson pela divulgação.



Imagine escolas nas quais o principal recurso material utilizado pelos alunos seja um IPad. Projete estas escolas como sendo regidas de forma bastante livre, sem maiores interferências por parte dos professores. O trabalho dos docentes é orientar, tirar eventuais dúvidas e, principalmente, estimular o uso dos aplicativos disponibilizados nos IPads dos alunos.
As escolas em questão funcionariam em horários regulares com início das atividades por volta das 7 e meia da manhã e teriam encerramento previsto para as 18 horas, mas os alunos teriam liberdade de entrar desde que estivessem presentes e ativos entre as 10 e meia e 15 horas, todas as horas além disso seriam opcionais.
Aos gestores caberia acompanhar o fluxo de informações e usos, monitorando a utilização dos IPads de cada estudante para verificar se estão “estudando” com auxílio dos jogos, exercícios, atividades e demais recursos oferecidos em seus tablets. Em caso verificado de algum aplicativo de qualquer área que não esteja tendo utilização regular, substitui-se este software por algum outro, equivalente, que tenha maior penetração entre os alunos, ocasionando o aprendizado do conteúdo de matemática, línguas ou ciências constante no currículo daquele ano letivo.
Isso mesmo, o currículo estará presente nos tablets, através dos jogos e as atividades serão relacionadas aos conhecimentos previstos para cada idade atendida. A diferença é que ao invés de trabalhar no formato tradicional o que se pretende é que nestas escolas o estímulo pelo uso da tecnologia leve os alunos a prolongar as atividades, que serão mais lúdicas e apropriadas ao perfil de “nativo digital” destes estudantes e, com isso, atingir maior interesse, efetividade e melhores resultados quanto a aprendizagem.
Parece ficção científica? Não é. Este projeto conhecido como Escolas Steve Jobs por seus idealizadores irá se iniciar na Holanda a partir de agosto de 2013 em 10 escolas de ensino fundamental (Ciclos 1 e 2) e, segundo pensam estes pioneiros desta ação pedagógica, comandados por Maurice de Hond, deve dobrar de tamanho após o primeiro ano de funcionamento.
Esta ação significa não apenas a adoção radical de instrumentos de tecnologia, especificamente o IPad neste caso, como base do trabalho educacional, mas a modificação da própria estrutura operacional da escola. A produção escrita de textos, por exemplo, fica em segundo plano, privilegiando-se a leitura e a escrita por meio dos tablets da Apple. Conteúdos áridos e complexos de matemática e ciências serão ensejados juntamente aos alunos por meio de jogos educativos e atividades como exercícios utilizando multimídias para facilitar a compreensão, estimular a curiosidade e servir como “degraus” para novos saberes sequenciados de forma lógica. O acompanhamento pelos educadores e pelas famílias será rápido tendo em vista que os dados de utilização dos recursos ficam registrados no sistema e alimentam a base de dados (o Big Data) sobre cada aluno em particular, as turmas específicas e cada escola.
De Hond, o idealizador, partiu para esta ação inspirado pela própria filha, que não tinha nem 3 anos de idade e utilizava o IPad de forma a buscar informações, partindo de jogos e aplicativos lúdicos apropriados para sua faixa etária, aprendendo de modo expontâneo e rápido conteúdos que, segundo seu pai, nos moldes tradicionais, demorariam mais tempo e não teriam a mesma eficácia.
Por enquanto a Holanda prepara esta base futurística de trabalho educacional pautada em IPads, por isso a homenagem que querem prestar os idealizadores da escola ao fundador da Apple, Steve Jobs, falecido em 2011. Há, ainda, questões que certamente serão levantadas por educadores de todo o mundo quanto a sociabilização dos alunos, atividades físicas, utilização de outros recursos educacionais, exposição demasiada ao universo virtual, privacidade dos alunos, qualidade dos aplicativos oferecidos, amplitude de conteúdos ofertados através dos softwares, abandono da escrita com lápis ou caneta, o papel do professor neste novo universo educacional e outros tópicos.
Se dará certo? O tempo nos dirá, mas a princípio o que se anuncia é uma nova escola que certamente irá tropeçar e também terá seus triunfos, pois o caminho que se projeta é muito diferente do cenário educacional em que prevalecem alunos sentados em carteiras a assistir aulas proferidas pelos professores enquanto o universo digital lá fora os chama e conclama a ação e a novos conhecimentos…
Por João Luís de Almeida Machado

Na sua opinião, qual a maior dificuldade de um tutor?