quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Compartilho postagem do Blog da Educação a Distância

Fonte: http://www.educacaoadistancia.blog.br/tecnologia-democratica/ (reportagem completa, acessem o link acima)

Tecnologia democrática

Primeiro dia de aula. Nada de professor, trote ou cabeça raspada. Lugar? A sala de um hotel no centro de São Paulo. Oito horas de sábado, 11 de fevereiro. Os 31 calouros do curso a distância de Administração da Faculdade Aiec foram conhecer a estrutura da graduação e o ambiente online onde vão estudar pelos próximos quatro anos. Em comum, têm o discurso de que, sem precisar ir à faculdade todo dia, finalmente conseguirão o diploma.
São 21 mulheres. A.P. F., de 37 anos, começou a trabalhar aos 17, teve o primeiro filho aos 19. Disse que nunca pôde pagar uma faculdade. Funcionária do call center da TIM, aproveita o que chama “oportunidade única”: a empresa vai bancar 80% da graduação. Dez dias após o início das aulas, A. P. disse que a vida de caloura não estava fácil. “Coloco a criançada (ela tem outros dois filhos, de 2 e de 7 anos) para dormir às 9 e meia, ligo o computador e estudo até meia-noite.”
A. P. resume o perfil dos alunos de graduação a distância no País: são mais velhos, mais pobres e precisam ajudar no sustento da casa. Legítimos representantes da classe C, apostam na educação para melhorar de vida. E recorrem à EaD porque conseguem estudar nos horários mais oportunos, sem abrir mão do emprego ou do convívio com a família. A contrapartida: ser organizados e autônomos, já que dependem mais de si mesmos que dos professores para aprender.
O ensino a distância não é novidade no País. Já na década de 1930 eram oferecidos cursos profissionalizantes por rádio e correspondência. O Instituto Universal Brasileiro, criado em 1941, está no imaginário de gerações. Capacitou milhares de brasileiros em corte e costura e em eletrônica, (e vale ressaltar que existe até hoje).


Enquanto em países como Inglaterra e Espanha, universidades de EaD nasceram já nos anos 1970, o ensino superior a distância ainda é adolescente no Brasil: seus fundamentos só surgiram em 1996, na Lei de Diretrizes e Bases. Mas o adolescente cresce rápido. O número de cursos de graduação saltou de 10, em 2000, para 930 em 2010, segundo o Ministério da Educação. A quantidade de alunos disparou, de 1,6 mil para 930 mil. Resultado: hoje 15% dos universitários estudam a distância.


Esse bolo vai continuar crescendo, segundo especialistas, porque somos um país continental onde a oferta de cursos está concentrada em grandes centros. Além disso, chegar à faculdade ainda é privilégio de uma minoria. “Jovens de centenas de municípios onde não há faculdades poderiam ser atendidos por polos de EaD”, diz o consultor João Vianney, que criou e coordenou o laboratório de ensino a distância da Federal de Santa Catarina.
Não há modelo único para a EaD no ensino superior no País, mas entre as regras que precisam ser respeitadas por todas as escolas está a obrigatoriedade de realizar, presencialmente, avaliação, estágios, defesas de trabalhos ou práticas em laboratório.


Restrições
O MEC financia universidades públicas que já ofereciam graduações a distância por meio do programa Universidade Aberta do Brasil, hoje com 131 mil alunos. Mas impõe restrições à expansão da EaD. Exige, por exemplo, que os cursos tenham polos presenciais. Desde 2007, controla com mais rigor a abertura de cursos e é mais exigente em relação a infraestrutura e material didático. “A oferta de um curso a distância não ocorre pela mera transposição de um projeto de curso concebido para ser ofertado presencialmente”, afirmou o MEC, em nota.

Preconceito
A percepção de que a EaD é uma opção de segunda linha se choca com dados do Enade, prova que mede o rendimento dos estudantes da graduação. Em 2009, o MEC divulgou pela primeira vez uma pesquisa que comparava o desempenho de universitários nas modalidades presencial e a distância. Os formandos em EaD tiveram, em geral, 6,7 pontos a mais no exame que seus colegas de cursos presenciais em Administração, Matemática, Pedagogia e Serviço Social.
Mesmo diante de resultados como esse – e do fato de que o diploma não indica a modalidade do curso -, há empresas que evitam contratar graduados em EaD. Um preconceito que, segundo especialistas em RH, vai desaparecer conforme o mercado ganhe profissionais mais habituados ao uso das tecnologias de informação e comunicação. “As companhias vão dar menos importância à modalidade, mas vão continuar querendo saber em qual instituição o candidato se formou”, diz a diretora de negócios da consultoria LHH/DBM.
Por outro lado, a professora da FEA-USP e da FIA T. C. vê com reservas a EaD. Segundo ela, ainda existe no Brasil uma “cultura de sala de aula” muito forte, em que o aluno deposita suas expectativas de aprendizagem nas mãos dos professores. “Em que medida o estudante brasileiro, de qualquer idade, está maduro para o ensino a distância, quando não temos a cultura da autonomia nos estudos?”, questiona a especialista em carreiras. “Além do mais, trata-se de uma modalidade nova, sem metodologias consagradas.”

É interessante observarmos os cursos mais procurados na modalidade.... confiram abaixo...


E aqui, para termos ideia das grandes instituições que atuam na EAD...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Discussão sobre as aulas de Tecnologias Educacionais - SEG

Olá pessoal...
Vamos aproveitar este espaço para discutir sobre os assuntos abordados em aula (10 e 11/02/2012), sobre o tema tecnologias educacionais, como elas podem ser utilizadas no contexto educacional, vocês as utilizam? De que forma? Acreditam que com elas as aulas podem ser mais atrativas? Por quê?

Além de responderem a essas questões, vamos construir uma rede de conversa e comentar e questionar os colegas. Assim, a partir da interação, consgeuiremos aprimorar nossos conhecimentos e adquirir novos.
Bom trabalho! profª. Frankiele

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Um tutor para chamar de seu

Li essa reportagem na Revista Ensino Superior e achei muito interessante, pois, o que está acontecendo na EAD é que os tutores estão assumindo muitas responsabilidades, sendo eles também, os agentes que estão em constante contato com os alunos, os incentivando para sempre ir em frente...
Assim, vale a pena conferir... quem é o tutor, quais suas reais atribuições? Será que isso está claro para nós, tutores e para professores e alunos da EAD??


Confiram...

O crescimento da educação a distância trouxe à tona a discussão sobre o papel exercido pelos tutores, que acabam tão responsáveis pelo desempenho dos alunos no curso quanto pelo bom relacionamento deles com a instituição
                                                                                                      Por Patrícia Pereira
 
Nos cursos de educação a distância, os tutores são peça-chave. Suas atividades, presenciais ou em ambientes virtuais, interligam os alunos às ferramentas colocadas à disposição pela instituição. Apesar disso, vivem um dilema: não sabem ao certo quais papéis devem desempenhar. Isso porque há vários modelos de cursos em EAD e, portanto, diversos sistemas de tutoria. A construção da identidade da tutoria foi tema de seminário promovido pela Associação Nacional dos Tutores da Educação a Distância (Anated), no início de outubro, no Rio de Janeiro.
Como na EAD há professores responsáveis pelo conteúdo das disciplinas e pela parte pedagógica, o tutor existe para exercer uma nova função: ser o facilitador do ensino – função essa que dá margem a diversas tarefas. Não há um padrão e cada instituição busca o modelo mais adequado a sua proposta pedagógica e até mesmo conforme o curso ofertado.
De acordo com Rita Maria Tarcia, professora da Unifesp e diretora da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), é possível identificar quatro modelos de tutoria. O primeiro é chamado de Semipresencial I, no qual o tutor exerce atividades a distância, por meio de fóruns e chats, além de atendimento presencial. O segundo é o Semipresencial II, também com atividades a distância, mas com atendimento presencial referente à tecnologia. O terceiro é chamado de bimodal, o qual mescla a tutoria a distância com encontros presenciais obrigatórios. O quarto seria a tutoria exclusivamente vir­tual. Para Rita, não há uma modalidade que possa ser eleita como a melhor. “O que deve haver é coerência pedagógica e um sistema que suporte o processo de acordo com o projeto de educação da instituição e do curso”, recomendou.
Estabelecer a identidade e responsabilidades do tutor foi a principal dificuldade apontada por Daniel Freitas, tutor do Consórcio Cederj no polo de Rio das Flores. “Como atendemos diretamente os alunos, eles acham que tudo é com a gente. Se a profissão fosse regulamentada, teríamos funções mais definidas”, disse Freitas.
Competências As inúmeras funções desempenhadas pelos tutores de EAD foram identificadas pela pesquisadora Lucíola Lima Pequeno, da Universidade de Fortaleza (Unifor). A partir do trabalho intitulado A importância do tutor na Educação a Distância, Lucíola percebeu que apesar de as atribuições do tutor não estarem muito bem definidas, há uma série de funções frequentemente identificadas como sendo do tutor. Entre essas atribuições, a pesquisa relaciona: mediação, facilitação, orientação, além de atividades que o consideram como um professor on-line.
Segundo Luis Gomes, presidente da Anated, os diversos papéis que os tutores desempenham nos cursos de EAD se apoiam em competências de três áreas: pedagógica, tecnológica e de gestão. Pedagógica por sanarem as dúvidas dos alunos relativas ao conteúdo das aulas; tecnológica por precisarem conhecer o funcionamento das plataformas de EAD; e de gestão porque  demandas administrativas chegam ao tutor.
A conclusão é fruto do trabalho da  Anated junto a tutores de todo o Brasil. “A associação busca mapear as funções daqueles que estão à frente do processo, a fim de reunir todas as experiências do país, incluindo os diferentes conceitos que se tem de EAD, e agrupar quais são as competências do tutor”, informou Gomes.
Um problema ocasionado pela falta de regulamentação é a baixa formação de profissionais para a atividade. Como no mercado de trabalho não há quantidade suficiente de tutores para contratação, são as próprias instituições que têm capacitado seus professores para atuarem como tutores.
É o caso da Universidade Estácio de Sá, que possui mais de 40 mil alunos nos cursos de EAD. De acordo com Paula Caleffi, reitora da Estácio, a capacitação é importante porque é preciso que os professores compreendam as diferentes plataformas de EAD. “Não basta o professor achar que vai reproduzir a sua metodologia presencial na modalidade de EAD”, destacou a reitora.
Luis Gomes revelou que a Anated trabalha para criar uma certificação em tutoria para balizar essa formação. “Hoje cada instituição capacita de acordo com suas necessidades, que às vezes é muito específica para determinado curso”, observou Gomes.
As características para o sucesso da tutoria on-line foram reunidas no trabalho O tutor no ambiente virtual de aprendizagem: competências e processos de desenvolvimento, apresentado por Marta Fernandes Garcia, tutora da Unesp e pesquisadora da Universidade de Campinas (Unicamp). Segundo ela, os tutores devem conhecer as ferramentas de ensino e serem capazes de ajudar os alunos a usá-las. Outra competência importante é a capacidade de estabelecer um bom relacionamento com os alunos que os motive a participar ativamente das atividades e permanecer no curso.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Faça Anhanguera você também!!!

Assistam o vídeo da Anhanguera e mude já o seu futuro!!!


sábado, 29 de outubro de 2011

Fundamentos Pedagógicos em EaD

Hoje, dia 29 de outubro, estou na aula da pós, com a disciplina de Propostas metodológicas e uso das tecnologias em EaD, com a profª. Carina Maria Terra Alves. Na aula de hoje, estamos vendo as teorias e metodologias no educação a distância.
A profª está destacando duas correntes interacionistas
  •        A teoria sócio-histórica de Vygotsky
  •        A epistemologia genética de Piaget

O que ambas correntes buscam é a interação, e na EaD essa interação se dá a partir das ferramentas que mediam a modalidade, sendo essas, o AVA, e seus recursos, como mensagens, fórum, chats.
A construção do conhecimento se dá entre aquele que ensina e aquele que aprende, sendo, não necessariamente, quem ensina, o professor. É uma construção conjunta, saindo da ZDR (zona de desenvolvimento real) para a ZDP (zona de desenvolvimento proximal).
Já para Piaget, o novo conhecimento traz um desequilibrio, para assim assimilar o novo, para então, acomodar essa nova aprendizagem, buscando novamente o equilibrio.
Nesse sentido, Vygotsky acredita na mediação com o outro, já Piaget, acredita na interação com o meio.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Banca examinadora do meu artigo...

Essas foram as professoras que participaram da banca examinhadora do meu trabalho final da pós...
Agradeço as valorozas contribuições!
Profªs Drªs. Giliane Bernardi, Fabiane Vieira Romano, Minha amada orientadora Roseclea Duarte Medina e eu!!!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Blended Learning: um estudo de caso a partir da proposta metodológica da Universidade Anhanguera-Uniderp

No dia 07 de outubro, as 10h ocorreu a minha defesa final da pós em Tecnologias da Informação e Comunicação aplicadas à Educação, pela UFSM, sob orientação da Profª. Drª. Roseclea Duarte Medina.

Trouxe para a discussão o blended learning e como essa metodologia (que combina o ensino presencial com a EaD) pode orpotunizar interação e aprendizagem entre as minhas alunas de Pedagogia da Anhanguera-Uniderp, polo São Pedro do Sul, RS.

A proposta surgiu a partir do meu interesse em compreender a metodolgia de trabalho da Universidade e como essa combinação pode dar muito certo se bem planejada e mediada.
A metodologia engloba muitos aspectos, como as palavras-chave que menciono na imagem abaixo:
Junto com essa proposta, eu busquei compreender como as alunas veem o papel do professor tutor presencial nesse processo (no caso, a minha função), e as respostas foram mito interessantes, trazendo comentários como: 

um apoio, com quem podemos contar sempre e nos impulsiona 
quando pensamos em desanimar”.
[...]
o tutor presencial é um amigo, é como se estivesse estudando junto com a turma, esclarecedor de dúvidas, instiga a discussão e debates. 
É fundamental ter esse contato físico”.


A pesquisa fez em me encantar mais pelo que faço e apoiar sempre essa combinação que, conforme diversos autores, como kensky, Moran, Litto, Tori, Pimenta entre tantos outros, apontam ser a melhor metodologia e a que tende a crescer cada vez mais...

Logo disponibilizarei meu artigo na rede, para quem se interessar...

Grande abraço, quem tiver interesse, dúvida, sugestões, entrem em contato!!

Na sua opinião, qual a maior dificuldade de um tutor?